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domingo, 13 de maio de 2018

VOSTOK: Ep.#26 "BERLIM" (JOSEPH ROTH)



Hoje o VOSTOK vai além das fronteiras eslavas.....

Joseph Roth nasceu em 1984, numa família judaica. Judeu de Brody, cidade que foi austríaca, polonesa e hoje faz parte da Ucrânia, Joseph Roth viveu na própria carne o fim do império Austro-Húngaro de sua infância. Da tragédia histórica que o marcou pelo resto da vida, nasceu o observador privilegiado dos novos tempos. Príncipe dos jornalistas alemães na década de 1920, Roth traça nos artigos desse livro, uma imagem vibrante e contraditória da velha cidade prussiana. Asilos, banhos noturnos e ruas inteiras abrigando refugiados, são enaltecidos pela escrita de Roth, que com o seu discurso ácido não poupa nem seus semelhantes. Seu universo preferencial é a Berlim das ruas, subúrbios, e o seu cotidiano. Promovida vertiginosamente a epicentro da República de Weimar e da cruel história europeia das décadas seguintes, vemos aqui uma Berlim diferente. Uma Berlim minuciosa.  Mas essa imagem não surge por meio de grandes figuras célebres, e vastos panoramas. Contudo, este livro não é um guia de turismo para a cidade, mas um rico material sobre uma cidade e uma era. Uma era que derrubava fronteiras, impérios e quarteirões com igual indiferença.  Das andanças de um repórter acurado nasce a imagem da cidade que protagonizou anos decisivos na história do século XX



EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS

TRADUÇÃO: JOSÉ MARCOS MACEDO

terça-feira, 3 de abril de 2018

VOSTOK Ep.#21 O ANO NU (BORIS PILNIÁK)



Fala Galera!!!!
Bora Falar sobre Narrativas da Revolução?
Boris Pilniák (1894-1938) Nasceu em 1894 nos arredores de Moscou. Seu nome verdadeiro era “Boris Andriêievitch Vogau”. Seus pais eram ativos no movimento populista russo, e com isso Pilniák cresceu em uma atmosfera bastante singular. Sua carreira literária tem inicio em 1915, onde começar publicar seus artigos e contos em um periódico de Moscou. 
E em 1922 lança o livro “O Ano Nu”; recebendo muitas críticas positivas. A partir daquele momento a carreira literária do autor teve autos e baixos. Seus aspectos polêmicos chamaria a atenção de uma forma negativa. Sobretudo a questão do erotismo em que o autor abordava suas tramas. Sua carreira literária foi interrompida depois que ele foi acusado de espionagem, sendo preso e executado.
No entanto Pilniák continua sendo, ao lado de Bábel, uma das mais extraordinárias expressões da Revolução Russa. Suas narrativas, que não tem começo nem fim, constituem uma espécie de imensa crônica da Revolução.
O Ano Nu, chamado pelos críticos “a primeira resposta à revolução” tem posição singular entre as narrativas que procuram captar, no calor da hora, a atmosfera caótica que marca os primeiros anos da Revolução Russa. Publicado em 1922, este livro transcorre num vilarejo à beira das estepes orientais, onde acompanha o declínio da nobreza rural e ascensão dos camponeses. Pilniák retrata a Revolução em seu habitat natural, isto é, na Rússia Rural. Exemplo da chamada “prosa ornamental” repleto de arcaísmo, onomatopeias, refrãos, citações de crônicas antigas, uma verdadeira “colagem literária” com um universo totalmente fragmentado, que deu a Boris Pilniák o título de autor audacioso. Boris não apenas falou sobre a Revolução, ele fez a sua Revolução... Uma Revolução Literária!!!!
Um livro Extraordinário Galera... sem contar a Tradução impecável de Lucas Simone

terça-feira, 27 de março de 2018

VOSTOK: Ep.#20 "A MORTE DE UM ESTRANHO" (ANDREI KURKOV)



Bora falar de literatura do leste europeu?

LITERATURA UCRANIANA
Andrei Kurkov nasceu em 1961 na Ucrânia. Jornalista, escritor e roteirista é o único escritor do pós-soviético cujos livros estão entre os 10 melhores best-sellers europeus. Tem mais de 20 livros publicados, onde fora traduzido em mais de 20 línguas diferentes. Kurkov é conhecido por retratar com um segmento ácido e com o toque nonsense o cotidiano colapsado de uma sociedade pós-URSS.
Os livros de Kurkov podem ser descritos como romances de uma temática criminal, com muito envolvimento psicológico e filosófico.
Nesse incrível romance, “A morte de um estranho”; Kurkov conta a história de Viktor; um jornalista e escritor que vive sozinho em seu apartamento, apenas com a companhia de um pinguim que fora adotado depois que o zoológico fechou. Desempregado, Viktor um dia é surpreendido com uma proposta de um jornal local: Escrever obituários. Entretanto, todas as pessoas de que ele escreve, ainda estão vivas. Na verdade a sua função é escrever roteiros de mortes para uma entidade mafiosa que em seguida executa tudo conforme a história que Viktor produz. Uma trama política sobre os desmandos na Ucrânia após o fim da URSS.
Editora: A Girafa
Tradução: Nivaldo Santos 

segunda-feira, 19 de março de 2018

VOSTOK: Ep.#19 "KYRA KYRALINA: AS NARRATIVAS DE ADRIEN ZOGRAFFI" (PANAÏT...



Vídeo novo galera!!!!!
UM ROMANCE DE VIAGEM INESQUECÍVEL!
Um jovem, criado entre o rigor do pai e os mimos da mãe e da irmã – que usavam dos mais engenhosos artifícios para levar uma vida plena de prazeres – vê seus dias de conforto se diluírem pela fúria, arrebatadora e inevitável, do provedor da casa. É esse o ponto de partida de um delicioso romance de viagem, nele o alter-ego Zograffi é o condutor da narrativa, mas a história é a de um feirante sem lar, Stavro, “vigarista honesto” que vive desde a infância saltando de situação em situação, ora encontrando protetores e aliados, ora sendo explorado, e sempre à procura da irmã, Kyra.
Com sua escrita concisa e eloquente, assim como seus aspectos aparentemente exóticos, Istrati virou fenômeno literário na Europa, com ecos pelo resto do mundo, incluindo o Brasil. Apelidado de “Gorki dos Bálcãs”, Israti encarnou o maltrapilho errante, o haiduc (o típico marginalizado da Romênia) Por aqui, conquistou leitores como Sérgio Buarque de Holanda, Cecília Meireles, Mário de Andrade e Clarice Lispector.
O projeto gráfico desta edição, elaborado pelo Estúdio Margem, lembra uma caderneta de viagem, referindo-se à errância do escritor e de seus personagens. Elementos geométricos marcam as aberturas de capítulos, inspirados em mapas da cartografia otomana, com suas linhas e pontos de fuga. A capa, em tecido vinho e gravação em dourado, retomam as cores das vestimentas das populações balcânicas na época em que se passa o romance.
Editora: CARAMBAIA
Tradução: Erika Nogueira
Posfácio: Fábio Bonillo
Projeto gráfico: Estúdio Margem

sábado, 10 de março de 2018

VOSTOK #18 "FERDYDURKE" (WITOLD GOMBROWICZ)



Fala Galera!!! Vídeo Novo no Canal VOSTOK!!!
Literatura Polonesa de Altíssima qualidade!!!!
Uma das obras mais originais do modernismo europeu, publicado em 1937 e recebido com espanto pela crítica da época, Ferdydurke continua desafiando os leitores. Com estrutura narrativa pouco usual, marcada por uma linguagem semelhante à dos sonhos, o livro conta a história de um escritor de trinta anos que é subitamente levado a um colégio, onde é tratado como mais um dos adolescentes. Depois de armar uma emboscada ao professor que o "seqüestrou" de volta a seus tempos de moleque, atraindo o sessentão para o quarto de uma colegial de quinze anos, Józio, o protagonista, foge. Como um D. Quixote, ele participa de outras aventuras errantes, que envolvem o esbofeteamento de empregados, um mendigo barbudo com um arbusto nos dentes e o amor entre um garoto e um camponês.
Primeiro romance de Gombrowicz, Ferdydurke foi o único publicado por ele em sua Polônia natal. Convidado para ir de navio até Buenos Aires, em 1939, foi surpreendido pela eclosão da Segunda Guerra assim que chegou à Argentina. Impedido de voltar, passou ali os 24 anos seguintes, a maior parte do tempo em extrema pobreza. O reconhecimento crítico só veio nos anos 60, já de volta à Europa, quando teve seus principais romances publicados na França.
Título original: FERDYDURKE
Tradução: Tomasz Barcinski
Editora: Companhia das Letras
https://youtu.be/2hmszJTg_YI

sexta-feira, 2 de março de 2018

VOSTOK: Ep.#17 TARAKÃ, O BIGODUDO (KORNEI TCHUKÓVSKI)



Fala galera!!!! Tem vídeo novo no canal VOSTOK!!!
TARAKÃ, O BIGODUDO (1921)
Trata-se de um poema escrito para crianças e adultos. Conta a história de um baratão (takanische) que assusta todos os animais da floresta. Trata-se de uma crítica a sociedade. . Uma verdadeira e provocadora alegoria do auge e da queda dos ditadores!!!!
KORNEI TCHUKÓVSKI (1882-1969) foi um dos mais populares poetas infantis na língua russa. Com rimas inventivas, ritmos cativantes e personagens absurdos, Tchukóvski se tornou um dos grandes escritores de literatura infantis conquistando gerações de leitores.
Foi poeta, ensaísta, crítico literário, tradutor e jornalista. Sua carreira na literatura infantil veio tarde, Tchukóvski já era aclamado como crítico literário. Morreu em 1969 de hepatite.
Tradução:
MARIA VRAGOVA E AURORA FORNONI BERNARDINI
Prefácio
IRINEU FRANCO PERPETUO
Ilustração
FABIOLA NOTARI E FABIO FLAKS
EDITORA KALINKA