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segunda-feira, 9 de julho de 2018

VOSTOK: Ep.#34 "O PROJETO LAZARUS" (ALEKSANDAR HEMON)





Alguns escritores transformam
todo o sentimento de desespero, fragilidade, sofrimento em humor como forma de
tornar o mundo suportável; outros adotam o humor, a piada para revelar o
sofrimento, e, Aleksandar Hemon integra o seleto grupo de escritores que fazem
isso com maestria.
Aleksandar Hemon nasceu em
1964 em Sarajevo (Bósnia),mas desde 1992 vive nos EUA. Entrou como turista e
acabou ficando devido a eclosão da guerra na Bósnia. Estreou como romancista
com o livro “E o Bruno?” no ano de 2000.
O projeto Lazarus (2008) foi
eleito pela revista New York como o livro do ano. O livro é uma notável crônica
sobre perda, desespero e crueldade.
O ponto de partida para a
história é um acontecimento trágico que ocorreu em Chicago no ano de 1908, onde
um jovem imigrante do leste europeu: Lazarus Averbuch de 19 anos que é morto a
tiros por um delegado que o acusou de ser um anarquista.
Chicago, 2008. Vladimir
Brik, um escritor do leste europeu que vive no EUA, fica obsecado pela história
de Lazarus e decide trilhar o caminho inverso ao percorrido pelo jovem imigrante
do início do século XX. Seu objetivo é reconstruir a história do rapaz morto pela
polícia de uma cidade marcada por tensões étnicas e políticas, recuperando
elementos que ficaram de fora das páginas policiais.
EDITORA: ROCCO
TRADUÇÃO: MAIRA PARULA

segunda-feira, 2 de julho de 2018

VOSTOK: Ep.#33 "ANTES DA FESTA" (Saša Stanišić)





Saša
Stanišić
, nasceu na Bósnia em 1978, na adolescência fugindo da guerra
que assolou o seu país, conseguiu se estabelecer com a família na Alemanha. Estreou
na literatura com o romance “Como o soldado conserta o gramofone”, recebendo vários
prêmios literários.
“Antes da
Festa” seu segundo romance, vai narrar as vinte quatro horas na vida de uma
pequena aldeia na Alemanha, antes de uma festa que acontece durante muito
tempo, embora ninguém saiba o que esteja sendo celebrado.
Saša
Stanišić
, cria um esquadrão de personagens que nos desafiam a cada
capítulo na busca de uma simples celebração, que ninguém sabe o que é, mas
todos sentem e vivem aquele momento. O leitor é desafiado e se vê também em uma
singela preparação através da leitura a resistir. Resistir a um tempo que
velozmente cria o desaparecimento de sentimentos, pessoas, cidades, sentidos,
ideologias. Este livro é uma luta contra o desaparecimento não apenas de uma
aldeia na Alemanha. Mas contra o desaparecimento da vida.
Um romance
polido, irônico repleto de crítica aos dias atuais no sentido em que muitos
celebram tantas festas, e ao mesmo tempo nem sabem o real sentido, a essência daquele
momento.
O capítulo
2 começa dessa forma “Nós somos, por natureza, interessados em história”, e realmente
Saša Stanišić
faz o leitor não apenas ler as suas histórias, mas sim,
vivencia-las.  O texto descortina em nós
uma verdade absoluta e esquecida: “A vida é tão rara”
EDITORA:
FOZ
TRADUÇÃO:
MARCELO BACKES


segunda-feira, 25 de junho de 2018

VOSTOK: Ep.#32 "TEMPESTADE" (ALEKSANDR OSTRÓVSKI)



Aleksandr Ostróvski(1823-1886) é reconhecido como um dos fundadores do teatro russo. Dramaturgo prolífero escreveu cerca de 50 peças ao longo da sua vida, todavia é pouco lido e conhecido fora da Rússia. Contemporâneo de escritores importantes como: Tolstoi e Turguêniev, Ostróvski participou do movimento realista que refletiam a complexidade da gigantesca sociedade russa, submetida ao despotismo dos Czares e marcada pela miséria dos camponeses. Camponeses esses e sua vida rural que Aleksandr Ostróvski soube perfeitamente retratar em suas peças. Para ele, a vida rural russa, constituía a “verdadeira Rússia”.
Tempestade (1859) é um dos seus trabalhos mais expressivos. Uma peça em 5 atos que se passa em uma cidade fictícia a beira do rio Volga.
Após uma infância feliz, Katerina, uma moça recém-casada, começa a questionar suas decisões, ainda mais quando percebe a difícil convivência que a sogra lhe impõe. Com isso, Katerina se apaixona por Borís, um jovem rapaz que fora educado na cidade. Borís que vive sobre o jugo severo de um tio cruel, também se apaixona por Katerina, entretanto assim como uma “tempestade” simboliza um desencadeamento violento, esse relacionamento virá a ruir a vida de ambos os personagens.
EDITORA: PEIXOTO NETO
TRADUÇÃO: Denise Regina Sales

segunda-feira, 11 de junho de 2018

VOSTOK: Ep.#30 "UMA SOLIDÃO RUIDOSA" (BOHUMIL HRABAL)



Bora falar de literatura Tcheca?!
"Hrabal é um romancista sofisticado, de um humor turbulento e um detalhismo sutil e delicado." - Julian Barnes
Um dos últimos trabalhos de um dos mais importantes escritores tchecos contemporâneos.
"Uma Solidão Ruidosa" (1976) recebe aqui o status de obra prima da literatura. Uma verdadeira joia que a cada lapidar do tempo, sua beleza só aumenta. Aqui nesse livro curto, porém repleto de analogias e metáforas, podemos comprovar a genialidade de escritor Tcheco Bohumil Hrabal.
O narrador dessa obra, (Hant'a) passa 35 anos trabalhando em uma prensa hidráulica. Seu ofício: “compactar e destruir livros proibidos pelo regime do país”. Porém ao mesmo tempo em que Hant'a é o exterminador da palavra escrita, ele também se torna seu perpetuador. Hant’a salva mais de 3 toneladas de livros raros e banidos pelo poder. O enredo parece simples, porém não se deixe levar pelas aparências. Ao exercer sua profissão, o narrador se vê em vários monólogos repletos de provocações e citações de outros livros. Seus temas de fundo, vastos e evocativos para o leitor de qualquer época, vão da persistência de todo o texto literário, até os questionamentos sobre o poder. Essa prensa, mais do que uma máquina velha, é a real aparência de todo o poder totalitário, todo o regime repreensivo que tenta compactar e moldar qualquer sociedade na base da “força”.
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS
TRADUÇÃO: BRUNO GOMIDE



segunda-feira, 4 de junho de 2018

VOSTOK: Ep.#29 "A FEBRE DO AMANHECER" (PÉTER GÁRDOS)



Fala Galera!!!

Vídeo Novo na área...

Aquela Literatura que eu tanto amo!!!

Literatura Húngara!!!

Péter Gárdos (1948-) nasceu em Budapeste, filho de dois judeus sobreviventes do Holocausto, se formou em cinema, foi jornalista, diretor de teatro e é autor de inúmeros longas-metragens. Recebeu vários prêmios internacionais pelos seus filmes. “A Febre do Amanhecer”, seu primeiro romance foi traduzido para mais de 30 países, e teve sua adaptação para o Cinema.  A obra conta a história de amor e superação dos próprios pais de Péter Gárdos.

Miklós, um jovem de 25 anos, após sobreviver aos horrores do campo de concentração nazista, é transferido para Suécia, para um acampamento de refugiados e sobreviventes da Guerra. Lá recebe o diagnóstico de um médico que seus pulmões estão comprometidos pela tuberculose, e com isso tem apenas alguns meses de vida.

Miklós resolve escrever para 117 moças húngaras na Suécia que também estão se tratando. Entre essas moças, Lili Reich, uma jovem de 18 anos, presa em uma cama de hospital por problemas renais decorrentes dos terrores que viveu durante o holocausto será a sua escolhida para viver um forte amor, capaz de tudo. Das cinzas da Guerra, nasce um sentimento capaz de fazê-los recuperarem a esperança de viver.

Uma história forte e ao mesmo tempo sensível, que é capaz de emocionar gerações de leitores.

EDITORA: Companhia das letras

TRADUÇÃO: @edithelek