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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

VOSTOK Ep.#16 MALÁ STRANA: Vestígios de Praga (JAN NERUDA)



Fala Galera!!!! Tem vídeo Novo no canal!!!
Jan Nepomuk Neruda (1834-1891) "O verdadeiro Neruda"!!! Foi um poeta, contista, dramaturgo e novelista, um dos principais representantes do realismo tcheco e membro da chamada Escola de Mayo. Seu nome serviu de inspiração para o pseudônimo do escritor chileno Pablo Neruda.
Jan Neruda Introduziu um tipo especial de realismo na literatura Tcheca do Século XIX. Ele expressou seu compromisso jornalístico bastante moderno e universal. “Acima de tudo, é necessário que aprendamos a entender as pessoas, que estudamos suas necessidades, suas alegrias e tristezas, por isso precisamos, na maior parte, de narrativas fiéis da vida, imagens de pessoas de todos os status, coleções de exemplos reais”
Sua obra mais reconhecida é Malá Strana: Vestígios de Praga. A partir de histórias do dia a dia, um belo e colorido retrato da Praga de fins do século XIX. Jan Neruda nos mostra o cotidiano da Malá Strana, bairro de classe média da época. As histórias vão do trágico ao cômico, desde pequenos dramas e desentendimentos de um grande conjunto de prédios residenciais, passando pelos dois homens que por vários anos encontravam-se no café todos os dias mas não se falavam, até a irônica e triste história do mendigo que morreu de fome por ser acusado de ser clandestinamente rico.
Editora: Record
Tradução: Luís Carlos Cabral

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

VOSTOK: Ep.#15 "CONTOS DE TENETZ" (YORDAN RADITCHKOV)



A Bulgária nunca foi um país badalado e talvez nunca o será. Isto e principalmente sua antiquíssima cultura de encruzilhada entre três continentes a convertem numa terra cheia de segredos, descobertas e surpresas;
A civilização mais antiga da Europa existiu na Bulgária. Os búlgaros são talvez o único povo que inventou três escritas diferentes: os signos búlgaros (ainda por decifrar), o alfabeto glagolítico e o cirílico. A literatura búlgara é uma das mais antigas da Europa e do mundo. A literatura búlgara tem cerca de 2.000 mil anos de existência. Em português circulam dezenas de palavras búlgaras, entre as quais, tzar, bugre, sabre.
Nessa Bulgária, antiga e pouco conhecida entre lusófonos, nasceu Yordan Raditchkov. (1929-2004). Autodidata, e Jornalista, Radichkov criou a maior parte de seu trabalho sob o regime totalitário comunista. Ele é comparado com Kafka por suas imagens universais e Gabriel García Márquez por seu universo mágico. Yordan Raditchkov escreveu mais de 60 obras, entre novelas, roteiros de filmes, romances, notas de viagens e peças teatrais. Começou a publicar em 1949.
Nesse livro de Contos encontramos um feliz encontro de três componentes fundamentais: a literatura medieval búlgara, a narrativa folclórica e a sensibilidade moderna. Ele é um narrador nato. Sua arte de contador de histórias flui com tal naturalidade e amenidade que faz pensar em magia.
LIVRO: CONTOS DE TENETZ
EDITORA: THESAURUS
NÚMERO DE PÁGINAS: 125
TRUDUÇÃO: RUMEN STOYANOV e ANDERSON BRAGA HORTA



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

VOSTOK #Ep.14 "A MOÇA DO INTERNATO" (NADIÊJDA KHVOSCHÍNSKAIA)



Nadiêjda Khvoschínskaia nasceu em 1822 na Rússia. Começou a
carreira literária com 23 anos na poesia. É a autora que sinaliza um ponto de
ruptura decisivo no destino das heroínas russas. Onde notamos um enfrentamento
direto com os setores reacionários da sociedade: família, igreja e o sistema
patriarcal.
Boa parte da
carreira literária de Khvoschínskaia, ela publicou seus escritos com um
pseudônimo masculino. Sofreu também uma perseguição do seu editor, onde esse
além de não pagar o combinado, alterava seus poemas de forma
"significativa". Porque os Poemas de Nadiêjda eram repletos de
críticas sobre a condição subalterna em que as mulheres viviam. E no ápice do
Realismo, A escritora publicou a novela "A moça do Internato”. (1861)
A
protagonista Liôlienka, uma jovem moça é um marco na representação da mulher na
literatura russa. Khvoschínskaia criou antes mesmo dos grandes escritores
russos, uma personagem feminina emancipada, forte e capaz de encarar sem medo as
dificuldades de uma sociedade patriarcal. Nessa obra vemos três grandes temas
que cercam a condição da mulher.
*A Educação
* O
Casamento
* O
reconhecimento Profissional.
Liõlienka
rompe com todos os laços tradicionais,  e
parte para a conquista de sua independência.


Uma obra
muito significativa e ousada. E Personagem Liôlienka é daquelas que se tornam
inesquecíveis para os leitores.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

VOSTOK: Ep.#13 Uma Mulher (Péter Esterházy)



Péter Esterházy (1950-2016) Foi um dos grandes escritores
húngaros. Nasceu em 1950 em Budapeste. Herdeiro de uma linhagem bem conhecida
da aristocracia húngara, foi formado em Matemática, porém abandonou o ofício
para se dedicar a literatura.
Em sua obra nota-se a fragmentação; característica forte em
seus livros. Sentimos ao ler Esterházy como se estivéssemos em um labirinto.
Debatemos entre as paredes muitas vezes falsas que compõe esse labirinto. Nós
leitores nos perdemos... Porém quão legal é se perder na escrita desse gênio da
literatura. Uma escrita poética, que mistura palavras, sensações,
imagens....Assim como na matemática, Esterházy brinca com nós leitores. Uma
única palavra, pode render inúmeras sensações.
Seu romance "Uma Mulher" é composto por noventa e
sete contos curtos, em que o leitor pode se deliciar com a escrita poética e
muitas vezes estranha do autor. O livro é totalmente aberto a inúmeras
interpretações. 97 poemas de amor em prosa; 97 histórias de amor; 97 sensações
corporais; 97 descrições de um tempo... etc...
Cada história possui uma vida inteira contada principalmente
pela relação dos corpos. Partes dos corpos se misturam a sentimentos, às vezes
totalmente contraditórios como: Amor/ódio; Guerra/paz; Barulho/silêncio. Sempre
com a fragmentação correndo através do tempo. 
A dúvida aqui é fator primordial! É a mola propulsora que nos permite
sempre querer mais...


Péter Esterházy; um escritor a se conhecer e a se guardar na
cabeceira da sua cama!!!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

VOSTOK: Ep.#12 "O Tchekista" (Vladmir Zazúbrin)



Quando recebeu o Prêmio Nobel de literatura, em 1987, Iossif Brodski foi entrevistado pela televisão sueca. A pergunta sobre a publicação na URSS de autores que antes estavam proibidos, respondeu: "O povo recupera a sua literatura e a sua cultura, que lhe haviam sido roubadas a décadas. Mas não acho que devamos sentir gratidão por isso, do mesmo modo que não há motivo para agradecer a um ladrão que nos restitua as nossas coisas"

O Romance de Vladímir Zazúbrin, escritor siberiano, faz parte das centenas de obras que foram restituídas aos leitores.

O Tchekista (1923) é um dos primeiros testemunhos literários sobre a natureza do poder soviético e um relato atroz de uma máquina de terror oleada pelo sangue humano.Texto de uma violência asfixiante e com um assombroso poder de evocação, O Tchekista foi considerada um obra inconveniente por descrever de forma supremamente realista os crimes soviéticos. Essa novela, foi achada por acaso na Biblioteca de Lênin, no ano de 1987. Dois anos depois teve sua primeira edição lançada.

Escritor siberiano, Vladímir Zazúbrin (1895-1938) esteve desde cedo ligado à oposição ao regime czarista, dirigindo semanários políticos de província e difundindo panfletos políticos, a coberto de profissões burocráticas, um disfarce para actividades revolucionárias. Foi um dos mentores da União Siberiana de Escritores, tendo sido preso e fuzilado no auge da repressão estalinista.