"ninguém poderá construir em seu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida, ninguém exceto tu, somente tu. Existem por certo, inúmeras verdades, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te do outro lado do rio; mas isto te custaria a tua própria pessoa, tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Para onde leva? Não perguntes, segue-o" (F. Nietzsche)
segunda-feira, 11 de junho de 2018
VOSTOK: Ep.#30 "UMA SOLIDÃO RUIDOSA" (BOHUMIL HRABAL)
Bora falar de literatura Tcheca?!
"Hrabal é um romancista sofisticado, de um humor turbulento e um detalhismo sutil e delicado." - Julian Barnes
Um dos últimos trabalhos de um dos mais importantes escritores tchecos contemporâneos.
"Uma Solidão Ruidosa" (1976) recebe aqui o status de obra prima da literatura. Uma verdadeira joia que a cada lapidar do tempo, sua beleza só aumenta. Aqui nesse livro curto, porém repleto de analogias e metáforas, podemos comprovar a genialidade de escritor Tcheco Bohumil Hrabal.
O narrador dessa obra, (Hant'a) passa 35 anos trabalhando em uma prensa hidráulica. Seu ofício: “compactar e destruir livros proibidos pelo regime do país”. Porém ao mesmo tempo em que Hant'a é o exterminador da palavra escrita, ele também se torna seu perpetuador. Hant’a salva mais de 3 toneladas de livros raros e banidos pelo poder. O enredo parece simples, porém não se deixe levar pelas aparências. Ao exercer sua profissão, o narrador se vê em vários monólogos repletos de provocações e citações de outros livros. Seus temas de fundo, vastos e evocativos para o leitor de qualquer época, vão da persistência de todo o texto literário, até os questionamentos sobre o poder. Essa prensa, mais do que uma máquina velha, é a real aparência de todo o poder totalitário, todo o regime repreensivo que tenta compactar e moldar qualquer sociedade na base da “força”.
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS
TRADUÇÃO: BRUNO GOMIDE
segunda-feira, 4 de junho de 2018
VOSTOK: Ep.#29 "A FEBRE DO AMANHECER" (PÉTER GÁRDOS)
Fala Galera!!!
Vídeo Novo na área...
Aquela Literatura que eu tanto amo!!!
Literatura Húngara!!!
Péter Gárdos (1948-) nasceu em Budapeste, filho de dois judeus sobreviventes do Holocausto, se formou em cinema, foi jornalista, diretor de teatro e é autor de inúmeros longas-metragens. Recebeu vários prêmios internacionais pelos seus filmes. “A Febre do Amanhecer”, seu primeiro romance foi traduzido para mais de 30 países, e teve sua adaptação para o Cinema. A obra conta a história de amor e superação dos próprios pais de Péter Gárdos.
Miklós, um jovem de 25 anos, após sobreviver aos horrores do campo de concentração nazista, é transferido para Suécia, para um acampamento de refugiados e sobreviventes da Guerra. Lá recebe o diagnóstico de um médico que seus pulmões estão comprometidos pela tuberculose, e com isso tem apenas alguns meses de vida.
Miklós resolve escrever para 117 moças húngaras na Suécia que também estão se tratando. Entre essas moças, Lili Reich, uma jovem de 18 anos, presa em uma cama de hospital por problemas renais decorrentes dos terrores que viveu durante o holocausto será a sua escolhida para viver um forte amor, capaz de tudo. Das cinzas da Guerra, nasce um sentimento capaz de fazê-los recuperarem a esperança de viver.
Uma história forte e ao mesmo tempo sensível, que é capaz de emocionar gerações de leitores.
EDITORA: Companhia das letras
TRADUÇÃO: @edithelek
segunda-feira, 28 de maio de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
VOSTOK: EP.#27 DJAN OU A ALMA (ANDREI PLATÓNOV)
Fala Galera!!!!
Vídeo novo na área.
Um dos autores russos mais celebrados, porém inédito aqui no Brasil!!!
Andrei Platónov (1899-1951) foi descoberto pelo Ocidente nas últimas décadas do século XX, um fenômeno que resultou na tradução dos seus vários livros em diversas línguas e na reescrita da história da literatura russa. Nascido na virada do século, entre a Rússia citadina e rural, Platónov foi partidário da Revolução de 1917 e, embora poucos autores tenham escrito de forma mais cáustica e incisiva sobre as suas consequências catastróficas, manteve-se fiel ao sonho que a materializou. O uso idiossincrático da linguagem valeu-lhe a condenação pelo regime político, e a sua prosa foi comparada por alguns à de Joyce e de Kafka.
Quem eram os Djan? Fugitivos e órfãos de toda a parte. Pessoas que não conheciam Deus, que troçavam do mundo, criminosos. Um povo perdido que não tinha nada, além da alma.
Tchagatáev, ao serviço do Partido, é incumbido de impedir a extinção da tribo Djan, Nascido no seio deste povo, Tchagatáev anseia por criar um futuro radiante e por ver despontar naquelas recônditas paisagens a aurora do progresso. Porém, depara com seres desesperados, a beira da extinção. Começa um verdadeiro êxodo, com uma escrita arrebatadora, Djan ou a Alma é daqueles livros que podemos considerar uma pérola da literatura!!!
EDITORA: Antígona
TRADUÇÃO: ANTÓNIO PESCADA
domingo, 13 de maio de 2018
VOSTOK: Ep.#26 "BERLIM" (JOSEPH ROTH)
Hoje o VOSTOK vai além das fronteiras eslavas.....
Joseph Roth nasceu em 1984, numa família judaica. Judeu de Brody, cidade que foi austríaca, polonesa e hoje faz parte da Ucrânia, Joseph Roth viveu na própria carne o fim do império Austro-Húngaro de sua infância. Da tragédia histórica que o marcou pelo resto da vida, nasceu o observador privilegiado dos novos tempos. Príncipe dos jornalistas alemães na década de 1920, Roth traça nos artigos desse livro, uma imagem vibrante e contraditória da velha cidade prussiana. Asilos, banhos noturnos e ruas inteiras abrigando refugiados, são enaltecidos pela escrita de Roth, que com o seu discurso ácido não poupa nem seus semelhantes. Seu universo preferencial é a Berlim das ruas, subúrbios, e o seu cotidiano. Promovida vertiginosamente a epicentro da República de Weimar e da cruel história europeia das décadas seguintes, vemos aqui uma Berlim diferente. Uma Berlim minuciosa. Mas essa imagem não surge por meio de grandes figuras célebres, e vastos panoramas. Contudo, este livro não é um guia de turismo para a cidade, mas um rico material sobre uma cidade e uma era. Uma era que derrubava fronteiras, impérios e quarteirões com igual indiferença. Das andanças de um repórter acurado nasce a imagem da cidade que protagonizou anos decisivos na história do século XX
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS
TRADUÇÃO: JOSÉ MARCOS MACEDO
domingo, 6 de maio de 2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
VOSTOK Ep.#21 O ANO NU (BORIS PILNIÁK)
Fala Galera!!!!
Bora Falar sobre Narrativas da Revolução?
Boris Pilniák (1894-1938) Nasceu em 1894 nos arredores de Moscou. Seu nome verdadeiro era “Boris Andriêievitch Vogau”. Seus pais eram ativos no movimento populista russo, e com isso Pilniák cresceu em uma atmosfera bastante singular. Sua carreira literária tem inicio em 1915, onde começar publicar seus artigos e contos em um periódico de Moscou.
E em 1922 lança o livro “O Ano Nu”; recebendo muitas críticas positivas. A partir daquele momento a carreira literária do autor teve autos e baixos. Seus aspectos polêmicos chamaria a atenção de uma forma negativa. Sobretudo a questão do erotismo em que o autor abordava suas tramas. Sua carreira literária foi interrompida depois que ele foi acusado de espionagem, sendo preso e executado.
No entanto Pilniák continua sendo, ao lado de Bábel, uma das mais extraordinárias expressões da Revolução Russa. Suas narrativas, que não tem começo nem fim, constituem uma espécie de imensa crônica da Revolução.
O Ano Nu, chamado pelos críticos “a primeira resposta à revolução” tem posição singular entre as narrativas que procuram captar, no calor da hora, a atmosfera caótica que marca os primeiros anos da Revolução Russa. Publicado em 1922, este livro transcorre num vilarejo à beira das estepes orientais, onde acompanha o declínio da nobreza rural e ascensão dos camponeses. Pilniák retrata a Revolução em seu habitat natural, isto é, na Rússia Rural. Exemplo da chamada “prosa ornamental” repleto de arcaísmo, onomatopeias, refrãos, citações de crônicas antigas, uma verdadeira “colagem literária” com um universo totalmente fragmentado, que deu a Boris Pilniák o título de autor audacioso. Boris não apenas falou sobre a Revolução, ele fez a sua Revolução... Uma Revolução Literária!!!!
Um livro Extraordinário Galera... sem contar a Tradução impecável de Lucas Simone
Assinar:
Postagens (Atom)